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Um banco que ajuda clientes a controlar gastos e tomar melhores decisões.

<first>A<first> ausência de educação financeira é um problema real entre brasileiros. Mesmo com a recente crise, as pessoas não têm o hábito de controlar gastos e poupar recursos. Os bancos são vistos como parte desse problema ao oferecerem produtos complicados, taxas altíssimas e muita burocracia no dia a dia. Como consequência, os clientes tratam seus bancos com indiferença.
O next foi o desafio mais ambicioso da minha carreira. Usamos o potencial da tecnologia criativamente para reinventar a forma como um banco funciona. No fundo, nosso objetivo foi simplificar a relação das pessoas com o dinheiro, ajudando-as a tomar melhores decisões. Para tanto, usamos dados como um instrumento auxiliar no trato com a vida financeira. Tudo isso através de uma aplicação intuitiva e digital, dentro do celular.
Funcionalidades
Flow
Uma maneira diferente para definir um orçamento – um elástico em forma de ampulheta. De um lado, aparece quanto o cliente já gastou no mês; do outro, quanto ainda resta. Em vez de números, os valores são representados pelo tamanho dos lados.
Objetivos
Uma forma simples para poupar. Através de um passo-a-passo, clientes podem dar um nome, escolher um ícone e criar múltiplos objetivos, como se estivessem guardando dinheiro em gavetas separadas. E o mais interessante: o next mostra sugestões de quanto economizar mensalmente para alcançar as metas.
Vaquinha
Nós brasileiros temos o hábito de fazer vaquinhas – um churrasco, um presente do dia das mães, uma conta no Airbnb. Criamos uma ferramenta conectada à conta corrente, facilitando convites e controle dos pagamentos. Assim todo mundo participa e ninguém fica devendo.
Abertura de conta
Num banco tradicional, os clientes devem ir fisicamente até a agência e levar uma série de documentos. Mas quem tem tempo para isso hoje em dia? Definimos um processo online, para abertura de conta através do celular – sem complicação e mantendo a segurança necessária.
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Definições estratégicas
Lidar com a vida financeira das pessoas é desafiador e complexo. Serviços para gerenciamento de dinheiro envolvem muitas variáveis: rentabilidade, viabilidade técnica, questões legais, segurança. Por isso, ninguém consegue criar um banco sozinho. Nesse projeto contamos com a participação de centenas de stakeholders, de áreas e backgrounds diferentes. Cada equipe trazia uma perspectiva particular para esse novo banco.
Além disso, o mercado de fintech está em ebulição, repleto de tendências e possibilidades. Ao reinventar um serviço, precisávamos de foco para não deixar o excesso ocultar as ideias mais promissoras.
As 3 questões abaixo acompanharam o trabalho de design nessa etapa:
- Como identificar melhores oportunidades entre as tendências?
- Como mapear o perfil e as necessidades dos usuários?
- Como usar um vocabulário comum para colaboração ao longo do projeto?
A primeira parte do trabalho foi uma análise de projeções futuras. Revisamos as principais publicações do mercado financeiro e fintechs para detectar oportunidades. Classificamos os espaços de atuação em 4 áreas – gerenciar melhor o dinheiro, fazer o patrimônio crescer, realizar mais coisas na vida e resolver questões cotidianas sem burocracia. Por fim, definimos um propósito central para esse nosso serviço – a pró-atividade. Esse termo serviu como uma bússola para o projeto.
A etapa seguinte foi uma descrição de princípios para direcionar o processo criativo. Buscamos entender como design e tecnologia facilitariam a vida de um cliente de banco. Para tanto, buscamos inspiração em outros serviços. O Whatsapp, por exemplo, é uma ferramenta popular e tem um processo extremamente fácil para cadastro. E se abrir uma conta num banco fosse descomplicado como entrar no Whatsapp? Usamos esse conjunto de referências para revelar design principles mais amplos – como redução e automatização.
De um lado o negócio; do outro os usuários. Com um processo Lean, definimos 4 personas iniciais. Cada uma estava relacionada a um espaço de atuação – gerenciar, crescer, realizar e resolver. É um modelo flexível que inclui dados demográficos, comportamento, pain points e soluções potenciais. Para consolidar as características de cada perfil, exploramos formatos de simples visualização – como boards e posters. Ao longo do tempo e com mais dados disponíveis, essas personas foram enriquecidas.
Depois de uma visão mais clara dos perfis de usuários e suas necessidades, foi mais fácil considerar soluções. Criamos cenários ilustrados para descrever as ideias. Eles mostravam o dia a dia do cliente e como um banco poderia se encaixar na rotina. Comprar um iPhone com pagamento parcelado, encontrar um rendimento melhor que a poupança são problemas comuns que pessoas comuns compartilham. Antes de pensar em interface, abordamos essas necessidades de uma maneira mais contextual.
A etapa estratégica foi fundamental para dar foco à criação. Ela permitiu uma visão compartilhada entre stakeholders, preparando o terreno para decisões futuras. Como resultado, definimos o escopo inicial do projeto. Depois, dividimos frentes de trabalho. As funcionalidades foram separadas por jornadas, como gerenciamento do dinheiro ou abertura de conta. Todos os requerimentos necessários para a execução do projeto – inclusive os mais técnicos – foram ordenados nesses grupos.
O next é um exemplo de como a tecnologia pode ser usada criativamente para simplificar a relação das pessoas com o dinheiro. Serviços bancários foram reinventados com uma abordagem particular.

Definições criativas
Desenhar um banco é bem mais complicado que desenhar um serviço comum. As possibilidades para uma ação habitual – como fazer um depósito ou pagar uma conta – são incontáveis. Além disso, muitas definições de interface influenciam sistemas distintos. Tecnicamente falando, existem várias camadas entre o celular do cliente e o dinheiro. Por isso, é natural que o processo criativo para serviços financeiros seja demorado. Isso era exatamente o que não deveríamos buscar. Sim, esse seria um novo banco.
As 3 questões abaixo acompanharam o trabalho de design nessa etapa:
- Como usar dados de maneira autêntica?
- Como receber feedback de áreas técnicas e dos usuários?
- Como manter consistência na criação?
Nosso passo inicial foi representar o conceito de gerenciamento financeiro. Em geral, as ferramentas disponíveis no mercado para essa função são muito frias, compostas apenas por listas e números. Com o time de branding, exploramos maneiras diferentes para traduzir essa ideia. A ampulheta apareceu como uma forma eficaz de mostrar um significado mais amplo. Ao ajudar as pessoas a monitorar seus gastos, ela tornaria o banco realmente útil – controle e melhores decisões.
A segunda parte do trabalho foi desenhar um fluxo para as funções mais importantes. Consideramos tarefas como abrir uma conta, visualizar transações e aplicar dinheiro. Em vez de tentar resolver todos os cenários nesse momento, focamos em ações principais. E é claro: buscamos gerar ideias diferentes do tradicional. Toda plataforma digital de um banco tem uma seção de investimentos. Mas no fundo, por que o cliente quer aplicar o dinheiro? Viajar para a Itália, talvez.

Durante essa etapa, usamos protótipos para facilitar a comunicação interna. Os mais básicos eram apenas imagens estáticas com links. Fáceis de compartilhar e seguros. A integração entre design e as equipes técnicas foi fundamental para validação das ideias. Com os protótipos, ampliamos a conversa entre stakeholders, permitindo que todos participassem da discussão. Esse foi um fator crucial para evolução do projeto. Se tivéssemos usado formatos de difícil acesso, teríamos maior dificuldade em envolver as partes.
Além de aproximar equipes, os protótipos permitiram a condução de testes rápidos. Para a abertura de conta, por exemplo, medimos a percepção dos usuários sobre o envio de documentos e preenchimento de formulários no celular. Com isso, descobrimos pontos de melhoria cedo, ao longo do caminho. Outro benefício foi ter evidência real para justificar decisões de design. Em processos tradicionalmente protegidos por questões legais, a visão do usuário é ao mesmo tempo um recurso e uma provocação.
Após a criação de fluxos mais comuns, tínhamos um volume razoável e diverso de telas. Revisamos o material para identificar padrões e definir um número limitado de templates. Com telas pré-definidas, foi menos difícil destrinchar cenários alternativos. Dezenas de variações para ações rotineiras, como fazer um depósito, foram detalhadas. Os templates também possibilitaram a divisão do trabalho entre equipes, sem comprometer a consistência no detalhamento das áreas.
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Áreas de atuação
Trabalhei nesse projeto entre abril de 2015 e janeiro de 2017, na R/GA, em São Paulo. Minhas principais atividades foram:
Estratégia
Colaborar com equipe de planejamento na elaboração da visão para o projeto; liderar a equipe de UX design na criação de entregáveis estratégicos.
Criação
Colaborar com equipe de design e tecnologia na fase inicial de concepting; liderar equipe de UX design na produção de interface e protótipos; colaborar com equipes de product management, planejamento, design, redação e tecnologia na fase de desenvolvimento; preparar e conduzir testes com usuários.
Gerenciamento
Liderar interações diárias com stakeholders sêniores; guiar apresentações executivas com C-levels; coordenar equipe de criação dentro do War Room.
Resultados
Nota na App Store
45% vs 25%
Inserção de categorias de mercado*
65% vs 40%
Add-to-cart*
Esses foram os principais resultados 6 meses após o lançamento do next:
1.3mm downloads
para abertura de contas
94%
dos downloads dentro do público alvo (millennials alta renda)
129k
clientes ativos, com crescimento de 40% por mês
557k
aguardando aprovação
30%
dos clientes ativos investindo em Objetivos
2%
de inatividade, média do mercado é 24%
Prêmios
Cannes Lions
The Eye of Iberoamerica
D&AD
Wave Festival
The One Show
Art Directors Club
MidasAwards
Acesse a lista completa de prêmios no meu perfil do Linkedin.